Produtividade: a importância de como eu me sinto sobre o que produzo

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A produtividade sempre foi um aspecto de cobrança em vários sentidos. Seja economicamente ao analisarmos um país e pensarmos o quanto ele produz, seja subjetivamente ao pensarmos sobre nós mesmos e falarmos da sensação de ser produtivo.

Esse segundo tópico veio à tona durante a quarentena, onde muitas pessoas tiveram que refazer a sua rotina e muitos passaram a duvidar da sua produtividade. Sobre a economia do país, esse assunto vamos deixar para os especialistas…

Sensação de ser produtivo

Quando falamos sobre ser produtivo, temos que levar em consideração um ponto importante: o que eu preciso fazer para me sentir assim? É importante ressaltar que a produtividade está ligada diretamente com o que eu entendo do que é produzir.

Posso pensar que cozinhar é proveitoso e ponto. Basta fazer um bolo para meu dia valer a pena e eu ter a sensação de que fiz algo útil.

Outras pessoas podem dizer que produzir é gerar riqueza (trabalho) ou estudar. Está errado? Não. Mas também não está certo. Cada um dá sentido a essa palavra conforme as suas metas e aspirações.

Todavia, lembre-se que quanto mais alto a sua “meta de produtividade,” maior é a chance de você não alcançá-la e se sentir menos eficiente com isso.

Sendo assim, a primeira pergunta que precisamos nos responder é “o que é ser produtivo para mim”?. A dica é que você pegue uma folha e um lápis e realmente escreva.

Entenda como esse conceito lhe atinge. Após fazer isso, trago outra reflexão: qual o tamanho dessa lista? São atividades possíveis? Você costuma realizá-las? E se um amigo estivesse lhe mostrando essa lista, ela pareceria sensata?

É comum sermos mais duros e críticos conosco mesmo e tendemos a achar que precisamos fazer muito mais do que os outros para termos resultados.

Tenho certeza que se um amigo lhe dissesse “hoje fiz um bolo”, você responderia “que legal!”. Agora, quando falamos sobre nós, tendemos a dizer “hoje eu SÓ fiz um bolo”. Sermos generosos com a gente mesmo é fundamental para que o foco não esteja no copo meio vazio.

A auto crítica é um fator fundamental na desmotivação para qualquer um. Reconhecer os pequenos feitos é uma grande conquista e faz com que a gente perceba que o que fazemos tem valor.

E a rotina?

O terceiro ponto que deve ser falado é sobre organizar a rotina. No momento que sei o que é ser produtivo para mim (e como foi falado, que isso seja algo POSSÍVEL), posso organizar meu dia para que eu consiga atingir um objetivo.

Existem diversos textos na internet com sugestões sobre como podemos produzir mais: “os 5 passos para você ser mais produtivo”, “como organizar um dia produtivo”, “hábitos de uma pessoa produtiva”.

Estes textos reúnem dicas interessantes, mas não garantem o bem estar do sujeito. Reforço novamente que qualquer coisa que façamos independente do que for, se colocarmos muita crítica sobre, voltaremos a estaca zero.

E por último, as redes sociais. Elas reforçam a ideia de que deveríamos estar produzindo, pois obviamente é o que aparece constantemente (principalmente na quarentena, pois estamos isolados) no nosso feed.

São pessoas malhando, arrumando a casa, trabalhando home office. É um pacote perfeito para reforçar a ideia de que “todos estão produzindo menos eu”.

Mas é importante ressalvar que as redes sociais são uma vinheta da vida de cada um. Vendemos a ideia que queremos. E é ótimo ser visto como uma pessoa produtiva nos dias de hoje, certo?!

Por isso, é necessário muito filtro ao mexer no celular e principalmente ficar de olho na auto cobrança. Ela muitas vezes nos congela e nos deixa mais distante dos nossos objetivos.

Fique de olho em você, ser produtivo depende muito do que eu sinto que faço com o tempo que tenho.

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*texto elaborado por Thiago Filomena Lombard, médico do Hospital Conceição em Porto Alegre/RS. Nos últimos dias, comemoramos os 2 anos do DNA

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